Com o capítulo do livro de José Borges de seu livro Ensaio de filosofia da Lingüística: De que trata a lingüística, afinal? Começamos nossos estudos.
Logo no início do capítulo o autor nos dá uma possível resposta da grande maioria dos lingüistas a respeito da pergunta: De que trata a lingüística? Como sendo a ciência que estuda a linguagem humana, conforme autor, tal definição se encontra em vários tratados de lingüista e nesses textos, com essa resposta sumária, considera-se encerrado o debate sobre a natureza do objeto da investigação lingüística.
O autor nos dá algumas razões para duvidarmos dessa postura:
A primeira seria a linguagem sendo o objeto de outras áreas do conhecimento como filosofia, jornalismo etc., mas não tendo o mesmo enfoque, pois, cada área do conhecimento tem um ponto de vista e, mudando o ponto de vista teórico muda o objeto.
Outro tipo de resposta possível, conforme o autor seria: “Não sabemos qual o objeto da linguística; mas cada um de nós sabe perfeitamente qual o objeto de sua especialização dentro da linguística”. Logo se não temos como generalizar o objeto da lingüística, podemos para tanto em cada área que trabalha dispor de caracterizações práticas e teóricas, apropriadas de investigação.
Em outro momento o autor discuti sobre objeto observacional e objeto teórico: "Toda teoria delimita certa “região” da realidade como seu objeto de estudos". E explica que o objeto observacional de uma teoria é, em princípio, a “região” que a teoria privilegia como foco de sua atenção e é constituído por um conjunto de fenômenos observáveis.
Sendo assim os diversos saberes lingüísticos dialogam, convivem, ou seja, existe um pluralismo teórico na lingüística.
sexta-feira, 11 de setembro de 2009
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